segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Fátima


Todos os anos, sem falhar, eu e a minha família vamos a Fátima. Desde que me conheço que é assim. Independentemente da fé de cada um, gostamos de lá ir.
Este ano não foi excepção e no sábado passado lá estavamos nós. Fomos até à nova igreja. Um recinto enorme, lindo! Por dentro e por fora. Eu gostei.

Ao andar no interior da igreja e depois de ver todos os pormenores, fui andando e aproximando-me do altar. Ainda não tinha reparado no que salta logo à vista. A Cruz! Não gostei! A primeira coisa que me veio à cabeça foi a imagem do Corcunda de Notre Dame.
Isto pode ter que ver com o facto de todos nós termos uma imagem de Jesus Cristo. A imagem que aparece em todas as igrejas, em todo lado. 'Aquela' imagem. Mas de facto foi estranho.
Ou então são mesmo gostos... Opiniões... Se calhar só eu é que não gosto.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Episódio IV

Passava pouco tempo das 16h00.

O cobrador tinha chegado ao escritório e estava a resumir-me a sua tarde de trabalho.

A 'patroinha' super empenhada, a resolver questões pendentes, permanecia sentada em frente ao computador a ouvi-lo e a responder a todas as suas questões. (pensava eu!)

O cobrador falou, falou, falou... sempre de pé em frente à secretária e ao lado de uma impressora.

Às tantas fez-se silêncio. Continuava o meu trabalho e o cobrador de pé ao lado da impressora.
Passaram-se alguns minutos... (alguns... 30/40 minutos)

- Sr. José, passa se alguma coisa?
- Não menina.
- Está tudo bem?
- Sim menina.
- Então porquê que continua ai de pé e calado?
- Estou à espera...
- À espera? de quem?
- Do que mandou imprimir...
- Eu mandei imprimir? o quê?

(Gargalhada conjunta!)

Podiam-se ter passado horas que o Sr. José não me diria nada. Continuaria ali, de pé ao lado da impressora (imagem muito cómica!).

Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um dia vou sair para a rua e gritar que sou feliz.

Pedido de desculpas pelos posts deprimentes.
Ao criar este blog nunca pensei que fosse ter tanta necessidade de mostrar o lado triste da minha vida, como se nada fosse bom para mim. (e como se os meus problemas fossem os piores de sempre e não houvesse bem pior!)
As pessoas (EU inclusive) têm sempre muito mais facilidade em falar e exprimir sentimentos quando se trata de acontecimentos tristes. Não me excluo.

Ainda não disse que a minha irmã vem para Lisboa. Finalmente, passado tanto tempo de 'separação' vou tê-la aqui. Uma alegria.

Ainda não disse que tive de férias na minha cidade e que foram 15 dias para não esquecer.

Não falei dos reencontros, das saídas, das noitadas, do acampamento, das surpresas, das bezanas... Não falei de nada!

Não disse que voltei ao trabalho e que (devido a vários factores que não podem ficar mencionados porque são deprimentes!) a harmonia é outra! (embora o stress seja o mesmo!)

Ainda não disse que no fundo de toda a minha tristeza, desilusão e revolta para com comigo mesma, sou uma pessoa feliz...

Tenho a dizer que... Sou feliz!

Hipocondríaca

Insónia é a dificuldade em iniciar ou manter o sono. Acompanha-se da sensação de sono não reparador notada na manhã seguinte. Como consequência, no dia seguinte apresenta fadiga, irritabilidade e agressividade.
(MORIN, 2006; ROSSINI, 2002; REIMÃO, 1996).

A duração da insónia varia, podendo ser desde a insónia de poucos dias de duração; até a insónia de longa duração por meses ou anos (insónia crónica).
(MORIN, 2006; ROSSINI, 2002; REIMÃO, 1996)

Insónias transitórias
As insónias transitórias são as que duram poucas noites, são muito comuns, ubíquas. A maior parte das pessoas apresenta esta insônia em algum período de tensão, stress, expectativa ou excitação.

Insónias de curta duração
As insónias de curta duração são as que duram de poucos dias até três semanas. Geralmente são causados por stress grave ou persistente como preocupações com a saúde própria ou de familiares; luto ou perda substancial; problemas familiares, profissionais ou de relacionamento. A relação entre o stress e a insónia é nítida (MENDELSON, 1993).

Insónias de longa duração
As insónias de longa duração ou crónicas são as que duram mais de três semanas. Podem ser relacionadas a stress continuado, depressão, abuso de álcool ou drogas e hábitos inadequados para dormir, como o excesso de café.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Hoje é o dia...






...de mostrar a minha mais recente colecção.

Adoro! :)

Porque só quem é capaz de chorar consegue rir!
Quem não tem onde chorar não encontra onde rir.
Só ri de sorriso rasgado quem consegue ser verdadeiro!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Why walk, when you can fly?

Sininho.

Fobia Social

Escala de Liebowitz para a Ansiedade Social - Resultados.
A sua pontuação de Ansiedade/Medo é : 45
A sua pontuação de Evitamento é : 43
A sua Pontuação total é : 88

Tem Fobia Social grave.
É sempre bom saber! (ainda por cima em forma de 'pontuação'!)
Algumas situações que costumam causar ansiedade e que costumam ser evitadas:

. Falar em público.
. Comer em público.
. Ser apresentado a outras pessoas.
. Ir a festas.
. Ser observado a fazer alguma actividade.
. Ser o centro das atenções.
. Ser criticado ou brincarem connosco.
. Ser observado.
. Começar uma conversa.
. Dar ou defender a nossa opinião.
. Falar com pessoas em posições de autoridade.
. Ter encontros sociais com estranhos, sobretudo do sexo oposto.
. Olhar outras pessoas nos olhos.
. Dar ou receber elogios.
. Relações pessoais, de amizade ou românticas.
. Procurar ajuda médica.

Alguns dos sintomas físicos habitualmente sentidos:

. Taquicárdia.
. Aumento da tensão arterial.
. Tremores.
. Voz trémula.
. Falta de ar.
. Ruborização (corar).
. Náuseas.
. Mãos frias e suadas.
. Tensão muscular.
. Sudação excessiva (suar).
. Dificuldade de contacto a nível dos olhos.

Alguns dos medos mais comuns:

. Medo que os outros notem os sintomas físicos da ansiedade, tais como sudação, tremores, ruborização, voz alterada.
. Parecer ridículo, tolo, desajeitado.
. Parecer chato, demasiado calmo e desinteressante.
. Ser negativamente avaliado e julgado pelos outros, sobretudo a nível social.

Algumas das consequências possíveis na vida de pessoas com Ansiedade Social:

. Abuso de álcool, ocasionalmente ou de forma continuada.
. Auto-medicação.
. Depressão.
. Auto-estima muito baixa.
. Vida social limitada, com dificuldade em manter relações já formadas.
. Falha de oportunidades de educação e emprego.
. Isolamento da sociedade e da família.
. Sofrimento.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

One day my prince will come ...
Optimismo e as “nuvens negras” dissipar-se-ão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Diagnóstico

Batimento cardíaco em altas.
Suores frios.
Borboletas no estômago.
Como se tudo desabasse...
Preciso do tal colo, preciso do tal apoio.
Preciso que ninguém me o dê. Preciso de crescer!

Antes de tudo e todos preciso de mim. Não me encontro nem no tempo nem no espaço...
Preciso de chorar.

Quero e preciso de desaparecer.

Às de Paus

'Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que, simplesmente, aparecem na nossa vida e que marcam para sempre...'

Cecília Meireles

É tão verdade… muitas vezes é tristemente verdade, não é?
Porque será que caímos tantas vezes neste erro de só darmos valor ao que temos quando o perdemos? Que armadilha colocamos no nosso caminho… ou será o destino? Ou será Deus/a? Quase sempre a origem destas situações são profundamente pessoais. Têm a ver com a auto estima, com marcas profundas e dolorosas que não conseguimos esquecer, perdoar, curar… só mais tarde é que acabamos por tomar consciência de que afinal essas marcas não eram assim tão importantes… elas servem muitas vezes de desculpas para ficarmos sossegadinhos no nosso canto. Somos refugiados da vida. Somos prisioneiros de… nada, de mentiras, de insignificâncias que, só quando avaliarmos lá do cimo da nossa Alma, é que vamos perceber que fomos fúteis e medrosos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

- Obrigada por existires. Mas tenho medo de que o nosso amor se evapore como o orvalho ao calor do sol.
- Nalguns momentos, eu decepcionar-te-ei, noutros, tu frustar-me-ás, mas se tivermos coragem para reconhecer os nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então, o nosso amor será imortal.
- Eu amo-te como nunca amei alguém! - disse ela, tentando aproximar-se para beijá-lo.

in A Saga de um pensador, Augusto Cury

A eles sei que amo.

Quantas vezes disse para mim mesma, naquelas discussões estúpidas que se tem com os pais, que nunca mais chegava a hora de me ir embora de Portimão.
Quantas vezes estive eu desejando que esse dia chegasse.
Há quatro anos atrás esse dia chegou.
Passados quatro anos, só desejo ver-me livre de Lisboa e voltar para ao pé dos meus pais.
Não para me ver livre de situações ou fugir delas, mas para sentir que a qualquer momento tenho o colo que tanto sinto falta.
Para conviver com eles e aproveitar todos os momentos ao máximo.
Quando se está nas fases 'críticas' (eu diria mesmo estúpidas!) da adolescência acha-se (porque sim!) que somos donos do mundo e só o que nós pensamos e queremos é que está certo. Que é o melhor. Não é que não seja. Vir para Lisboa fez de mim uma pessoa melhor. Mas se soubesse o que sei hoje... Não teria tanta pressa e muito menos teria pensado um dia que longe dos meus pais é que estava bem.
Tenham eles os defeitos que tiverem. São sem dúvida o meu grande apoio e quem se dedica mais.

A esta fase em que lhes dedico toda a atenção que posso e em que caio em mim tendo noção do quão importantes são... daqui a uns anos saberei qual é. Mas de certeza que não estarei arrependida!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais um Daqueles - Fases

Chorei.
Chorei e choro as vezes que forem necessárias para me sentir aliviada, para que a alma fique limpa (seja esta da dimensão do meu corpo ou separada do mesmo, faz parte de mim).
Choro, porquê não sei.
Sei! Vazio. Como se nada existisse dentro de mim. Como se fosse (como muita gente me julga): Oca por dentro.
Era bom. Será que se o fosse teria sentimentos?

(Sentimentos não quer dizer obrigatóriamente que me refira a paixão, amor, amizade...abrange demasiadas... 'coisas!)

Sou constantemente inconstante. Uma Infeliz Feliz. Uma Satisfeita Insatisfeita.
Acima de tudo (e todos) serei sempre EU no que consigo fazer de mim mesma, no que consigo moldar na minha personalidade (se fôr necessário!). Serei sempre EU no meu melhor.

Choro, por vezes, porque sim.

Coisas que acho piada.

8 de Copas

As cartas recomendam um retiro espiritual, que não tem que forçosamente ser longe de casa. Este retiro pode acontecer no seu lar. Tenha tempo para si, tempo de qualidade.



Um dia vou ser turista na minha própria cidade. Hoje é o dia. :)
O que dizer quando nada há para dizer?
Desilusão.
Iludi-me estes anos todos? Será possível?
A luta, as saudades, a guerra, a presença (e ausência para outros), a entrega, a amizade... tudo!
Dou comigo a pensar e a escrever sem sentido... no fundo tudo o que tem passado pela cabeça não faz sentido.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas... a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Eu vejo e eu esqueço. Eu oiço e eu relembro. Eu faço e eu compreendo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Odeio que haja uma termenda necessidade da parte das pessoas em falar de assuntos alheios. Em falar mal. Em falar mal e mentirem só porque gostam de arranjar conflitos.

Odeio o mundo hipócrita em que vivo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

... Mas não são as pequenas loucuras que nos fazem sentir vivos?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"Eu sentia-me derrotado por não ter sapatos, até que um dia encontrei um homem que não tinha pés…"

Harols Abbott

Será que não somos todos assim? Poucas são as ocasiões em que nos sentimos satisfeitos, completos, mesmo quando o estamos. Estamos sempre à espera de mais qualquer coisa. “À espera” porque batalhar por isso, raramente fazemos. Queremos um emprego melhor quando nunca sequer tentámos que este resultasse; um relacionamento mais… perfeito (como se isso existisse), uma família sem atritos (o que também é um mito), e vamos protelando decisões, mudanças internas que têm de existir e que conduzem à maturidade… Ignoramos os sinais, tapamos os ouvidos, os olhos, na esperança de não termos que passar por essas experiências que, podem ser dolorosas, mas são elas que fazem de nós Seres distintos, evoluídos. Será que não queremos todos sair do “rebanho”?

Não me sairia melhor. 'Previsões' que até batem certo. Mas só por acaso..

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Riu, Riu, Riu... Riu para não chorar!!