terça-feira, 3 de março de 2009

Triste...
Talvez eu sofra inúmeras desilusões
no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a importância
diante dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças
para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar derrotada.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direcção.

Talvez numa dessas noites frias,
eu derrame muitas lágrimas.
Mas não terei vergonha por esse gesto.

Talvez eu seja enganada inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar
que em algum lugar
alguém merece a minha confiança.

Talvez com o tempo
eu perceba que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar trilhando
meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos
eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que
realmente são meus verdadeiros amigos
nunca estarão perdidos.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente
da fraternidade por onde passar.

Talvez eu não tenha motivos
para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo
torne-se a minha companheira. Mas ao invés de fugir,
irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu não seja exactamente
quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.

Porque no final saberei que,
mesmo com incontáveis dúvidas,
eu sou capaz de construir
uma vida melhor.


E se ainda não me convenci disso,
é porque como diz aquele ditado:

“ainda não chegou o fim
Porque no final não haverá
nenhum “talvez” e sim a certeza
de que a minha vida valeu a pena
e eu fiz o melhor que podia."


[É isto!!!]
As coisas que os olhos não vêem, mas o que o coração sente e descobre são muito mais reais.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Antigamente a questão primordial era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida, agora, ao contrário, ficou evidente que ela será melhor vivida se não tiver significado…

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

(Baltasar) - Mãe quero um Gromiti estamparente!

(Alice) - Baltasar, diz como a mana: T R A N S P A R E N T E!

(Baltasar) - Eeessstaaammpaaareeente.

(Alice) - Muito Bem. Repete: traaaaannsssspaaaareeente!

(Baltasar) - ESTAMPARENTE!

(Alice) - Muito bem! Repete...


(O aluno e a professora paciente. Os meus pimpolhos!)
...
a falta de saber que existia alguém tão espectacular como tu...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Seria tão bom se, tal como mostramos o rosto, não tivéssemos medo de desvendar o coração. Pode haver quem não o merece mas deve, definitivamente, existir quem possa ganhar."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim...
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim...
Mas a alegria é assim...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A página de um diário.

"O dia que ainda vai chegar. O dia que tanto quis.
O dia em que me vou despedir da ‘minha Lisboa’. Foi bom enquanto durou, enquanto suportei cá estar. Há coisas na vida que não têm explicação e esta é uma delas. Ou tem, mas prefiro nem pensar nela.
Quando estiver de costas voltadas, a regressar à que sempre foi a minha cidade certamente pensarei em tudo o que posso estar a perder e no tempo que posso estar a desperdiçar. Mas com certeza que também pensarei em mim. Terei a certeza que o que decidi foi o melhor para mim, que arrastar-me na solidão que sentia não dava mais, que vai fazer um bem enorme a mim mesma, que é em mim e só em mim que tenho que pensar porque se não o fizer desgasta-me e isola-me do mundo.
Tenho a força que preciso para ainda agir a meu favor. A favor do que preciso e mereço. Mesmo que daqui a uns dias, um dia, umas horas já não seja o que quero. Tenho a força de uma pessoa com 22 anos que de tudo fiz para lutar pelos meus objectivos, para cumpri-los, enquanto deu, tenho a força que preciso para levantar a cabeça e seguir em frente.
Mais uma mudança na minha vida. Medo. O normal. Tenho medo de tudo o que possa vir. Quando penso nisso choro como se alguém me estivesse a fazer mal. Mas ao mesmo tempo sinto que é um ‘medo saudável’ e que se não o tivesse não seria normal. Não gosto de ser 100% confiante nas coisas que decido fazer. Seria de uma falta de ‘noção’ incrível! Sinto-me confiante ao ponto de o fazer mas não ao ponto de não ter medo.
É verdade que, já gostei mais desta coisa da mudança. Acho que já vai chegando a altura de mudar sim, mas durante toda a vida. Não gosto de mudar porque as coisas correm mal, porque não dá mais, mas sim, porque tem de ser e por ser algo diferente, novo e que simplesmente tem de ser!

Seguirei o meu instinto, a minha vontade, mudarei o que construi durante 3 anos. Mas nunca desistirei de contribuir para a minha felicidade. E, se esta, depender de mudanças, farei as que forem preciso. Porque o problema de quem se sente infeliz é o ter medo de mudar. Pior, nunca tentar mudar. "



[A página de um diário. Uma página do meu diário.]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Ricardo Reis

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Continuação de uma boa risada.

- [nome da empresa] Boa Tarde!
- Joana Maria é você?
- Sou sim (nome da pessoa em questão, sem 'Sr.' antes, porque este está no céu!) mas sem o 'Maria'.
- Pois fique a saber que Maria seria lindo a seguir a Joana! Olhe tenho a dizer que a menina é pior que a Marta da OK teleseguros!
- Eu? então?
- Ai sei lá, qualquer coisa nesta casa é logo 'Liga à Joana!'
- (gargalhada) Então diga o que precisa!
- Olhe desta vez preciso de uma factura antiga (disse o nome da empresa que lhe passou factura) com um valor de compra para poder comparar.
- Ok, então vou pedir na contabilidade.
- Olhe!
- Diga!
- Então e nem se preocupa com o que aconteceu, quando eu digo que a factura é do Serralheiro?
- Peço desculpa... o que se passou?
- Fui assaltado!
- Que horror. Outra vez?
- É!
- Que chatice!
- Chatice... pode crer! Ainda se me levassem o 'lar' com eles!
- (gargalhada) Olhe tem de ligar para aqui mais vezes sim? Faz-me rir!
- Ah isto é porque é inicio do mês! Mas fique descansada que daqui a 5 minutos já vai estar a falar comigo outra vez, sim, porque eu quero essa informação daqui a 5 minutos!
- De qualquer forma...
- Ok Marta, ups Joana então até já!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Eu aprendi,

Que as palavras de amor perdem o sentido quando usadas sem critério.

Que os amigos não são para guardar no peito e sim para mostra-los que são amigos.

Que certas pessoas vão embora de qualquer maneira.

Que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas e saber lutar pelas coisas em que acredito.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O que me fez rir hoje

O telefone toca:

- [nome da empresa] bom dia!

(imaginem um Sr. novo, cheio de tiques femininos)
- Sim, Joana? Está bem disposta?

- Estou, e o Sr. ...?

- O Sr. está no céu. Claro que está bem disposta. Dia de receber carcalhol não haveria de estar...

- (soltei a gargalhada) Pois, mas já tive melhores dias!

- Bem era para falar aqui da situação da velhota que tem duas declarações de rendimentos.

- Sim, tem duas porque já teve em duas situações diferentes na firma.

- Ah, ok. EntÃo e a velha vai pagar muito de IRS?

- Pois não sei, depende do que ela declarar.

- Opah então eu disse lhe para juntar as receitas médicas todas e ela disse me 'joguei fora!'. É louca!

- (outra gargalhada) está bem disposto o senhor...

- Já lhe disse que o Senhor está no céu! E sim, estou bem disposto dentro do possível, porque como vê isto não é um restaurante... é um lar!
Então vá Joana, tenha um bom dia, anime-se porque já tem carcalhol na carteira, é sexta feira e amanhã é fim de semana!!! (UAAAUUU)

- Um bom dia para sim também e boa sorte ai no lar!



[O que vale é que ainda existe gente bem disposta e que compreende tão bem o que é ser sexta feira fim do mês! LOL]
O minuto de escuridão que a lagarta considera o fim do mundo é o momento ensolarado que a borboleta considera o princípio.



Richard Bach

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

“Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos de caminho não passa de hesitação.”

(Kafka)


Talvez seja para termos tempo de compreender se essa meta é a correcta ou se teremos de mudar uma dia destes…


[Não é que a Verinha acerta sempre!]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos.

Em que mundo vivo?

O que me preocupa. O que me rodeia. Em quem posso ou não confiar?

Preocupa-me seriamente o facto de conseguir perceber (preferia não me aperceber disto!) que, cada vez mais, só podemos confiar em nós próprios e que qualquer coisa que aconteça as pessoas criam um ódio, um rancor, um desprezo... que são capazes de tudo! Faz parte bem sei. Mas faz-me confusão como é que conseguimos ser tão más pessoas quando queremos. Tão injustos, por vezes. Tão vingativos. (Contra mim falo!)

Quando falo disto, refiro-me a todos os tipos de relações. Trabalho, família, amigos...
Conseguimos que num dia estejamos acompanhados pelo(a) melhor amigo(a) e no a seguir um verdadeiro(a) inimigo(a). Conseguimos tanto fazer com que isso aconteça como suportar que nos façam a nós.
O ser humano é muito radical nestas coisas. Ou ama ou odeia. Não existe meio termo nem capacidade de gerir atitudes por parte do mesmo.


Mas que bichos somos nós?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

[...]

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


[...]


Alberto Caeiro

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mal disposta, resmungona, sem paciência, triste, revoltada, angustiada, nervosa, stressada, com vontade de gritar e chorar enraivecidamente!!


[Acho que ultimamente estou assim muitas vezes num mês...]

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Não espere por uma crise para descobrir o que é importante na sua vida.

Platão


[Devíamos pensar, quando nos chateamos com alguém, o que sentiríamos se esse alguém partisse no dia seguinte. Relativizávamos logo.]
Na minha felicidade sou eu que mando e comando. Não preciso de pessoas que me desejam mal façam parte da minha vida!




[Um desabafo!]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Este Blog (para alguns) vai deixar de existir

Venho por este meio informar que o blog vai passar a ser privado.

Caso haja alguém que queira continuar a segui-lo, peço que informe por email ou sms e que me dê o email para que possa adicionar à lista de quem eu acho que pode.

Tenho pena que isto aconteça, não porque escreva coisas de outro mundo ou que tenham interesse, mas porque achava ('no meu mundo cor de rosa') que havia bom senso e respeito por parte das pessoas. Visto que isto não acontece vou bloquear o blog.

Estou farta!

2 de Espadas

No livro “Verónica Decide Morrer” de Paulo Coelho (simplesmente brilhante e libertador), a personagem principal é uma jovem que perde a vontade de viver e acaba num hospício de “loucos”, e aí, ela vivencia uma experiência de “louca”. Ela liberta-se de amarras – psíquicas -, de preconceitos e age… naturalmente; grita se lhe apetece, chora quando quer, analisa os outros numa perspectiva totalmente nova e livre. No fim desta fortíssima experiência, ela apercebe-se que viver é uma dádiva e que há sempre alternativas mesmo quando tudo parece perdido. Todos passamos por estas fases, a diferença é como as vivemos, como as sentimos e ultrapassamos.

[...]

Talvez se esteja a esquecer de que – apesar de tudo - viver é muito bom!


[Talvez me esteja a esquecer que só eu é que tenho que saber da minha vida. Que só fico 'louca' se quiser e se deixar que alguém interfira nela sem ter direito de o fazer.]