sábado, 17 de dezembro de 2011
A pele que há em mim...
Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p’ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P’ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber…
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Dá-me abraço que seja forte e me conforte a cada canto,
Não digas nada que o nada é tanto e eu não me importo.
Dá-me um abraço fica por perto neste aperto tão pouco espaço,
Não quero mais nada, só o silêncio... Do teu abraço.
Já me perdi sem rumo certo já me venci pelo cansaço,
E estando longe, estive tão perto do teu abraço
Não digas nada que o nada é tanto e eu não me importo.
Dá-me um abraço fica por perto neste aperto tão pouco espaço,
Não quero mais nada, só o silêncio... Do teu abraço.
Já me perdi sem rumo certo já me venci pelo cansaço,
E estando longe, estive tão perto do teu abraço
Dá-me um abraço que me desperte e me aperte sem me apertar,
Que eu já estou perto abre os teus olhos abre abraços...
Que eu já estou perto abre os teus olhos abre abraços...
Quando eu chegar é nesse abraço que eu descanso,
Esse espaço que me sossega e quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega...
Esse espaço que me sossega e quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
"Posso
ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo… E que posso evitar
que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
O que é que eu faço?
Esta instabilidade persegue-me sem que eu possa fazer alguma coisa para mudar. Sem que eu queira mudar algo. Mas ao mesmo tempo querendo mudar tudo.
Quero tudo isto e ao mesmo tempo não quero nada disto.
Sou isto. Todos os dias da minha vida.
Falta. Porque falta. E eu sei que falta...
Só para afastar esta tristeza
para iluminar meu coração
falta-me bem mais tenho a certeza,
do que este piano e uma canção.
Falta me soltar na noite acesa
o nome que no peito me sufoca,
e queima a minha dor.
Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.
Porque todo ele é poesia,
corre pelo peito como um rio
devolve aos meus olhos a alegria
deixa no meu corpo um arrepio,
porque todo ele é melodia
porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.
Falta-me dizê-lo lentamente
falta soletra-lo devagar,
ou então bebe-lo como um vinho,
que dá força pro caminho
quando a força faltar.
Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.
Porque todo ele é melodia
e porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.
Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dizê-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sagres, tu sabes...
Para cá de onde dorme o sol
eu fico todas as tardes
a ver se ele se vai embora e me deixa confiado
as memorias de outrora
em que levantamos tendas
sopramos canções de guerra
semeamos neste terra
novos sonhos que ainda agora
parecem sonhar de novo
Sagres
tu sabes
como se arma um coração
agarramos uma vida
desatamos a paixão
oh sagres
tu sabes
na ponta da solidão
No palco de uma foqueira
entre risos de medronhos
fomos as noites dos lobos
escondidos nas piteiras
e os beijos nao foram poucos
a noite nao tinha céu
o dei nao tinha chão
o tempo nao tinha cara
e o mar tomavanos conta
dos cinco dedos da mão
Sagres
tu sabes
como se arma um coração
agarramos uma vida
desatamos a paixão
oh sagres
tu sabes
na ponta da solidão..
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
HBA
Há coisa de um mês recebi uma carta em casa do hospital, a informar data e hora de um exame. Sei que quando vi a data da consulta pensei logo "isto é o dia da greve geral". Ora se eu estou informada, toda a gente daquele hospital também deveria estar informado que hoje iria haver greve geral. Tudo bem. Não vão deixar de marcar consultas para este dia porque nem toda a gente adere à greve - pensei eu.
Ontem os nervos já se apoderavam de mim, não gosto (como toda a gente devia de detestar) de ir ao hospital. Hoje dirigi-me ao hospital e como é lógico a maior parte das pessoas fez greve. Auxiliares na grande maioria. O grave, pelo menos eu considero, é ouvir da boca de médicos (vários médicos - não todos) presentes, para avisarem as pessoas que não haveriam consultas porque na ausência de auxiliares recusavam-se a deslocar-se à porta e chamar os doentes. (Pessoas que faltam ao trabalho, chegam atrasadas porque têm consulta nesse dia e para ter outra só de hoje a não sei quanto tempo... e até são sujeitos a serem descontados nos seus pequenos ordenados). Já os médicos presentes, não são descontados nos seus enormes salários porque levantaram o rabiosque da cama para se irem sentar no seu gabinete e culpar as pessoas que aderiram à greve por não poderem dar consulta.
E pronto, eu fui das que tirou um dia de férias, sou das que até nem perdeu nada com isso e talvez das que manda menos vir com o "sistema". Mas que perdi três horas da minha vida à espera que me informassem que não haveria consulta, perdi.
Mero desabafo, porque isto só tem tendência a piorar e nunca a melhorar.
Há pessoas que embora médicos (as) não nasceram para estar no ramo da saúde.
Vou ali ver o mar, respirar fundo e aproveitar o resto do dia de férias que tirei à pala do exame que não fiz. (Sempre me disseram que temos de tirar sempre o lado positivo das coisas!)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Quando fixas o teu olhar em mim e me chamas feia, arrepio-me da cabeça aos pés. Quando me tocas suavemente com essas tuas mãos, tão tuas, com esse toque tão teu... Quando olho para ti e vejo um sorriso sincero, um olhar terno, doce e cheio de carinho faz-me pensar na vida e no quão bom foi passar de uma ilusão para uma realidade. Fazes-me sentir eu.
Obrigada por tudo!
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