sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não sei se a única com este sentimento.
Acho que, pelo menos, todas as pessoas que trabalham, devem partilhar do mesmo.
Não há dias que até a voz das pessoas irrita? A mesquilhice. A cusquice. O mal dizer!!! Grrr!!
Ultimamente penso em mudar de trabalho todos dias… mas sei que o problema não está no trabalho. Está nas pessoas.
(OU EM MIM?)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Que me perdoem todas as pessoas a quem eu não consigo dar mais do que dou. Todas as pessoas a quem já fiz mal. Que já magoei sem intenção.
Que me perdoem todos os amores, família e amigos para quem fui uma desilusão.
Que me perdoem por não ser um doce. Por não ser, às vezes, quem gostariam que fosse ou como fosse. Perdoem-me por, por vezes, não ser a pessoa forte que gostariam e não conseguir esconder as minhas fraquezas. Perdoem-me quando me esqueço de dar sinal de vida.
Perdoem-me as pessoas para quem sou fria e só merecem a minha ternura. Perdoem-me pela falta de tempo disponibilizado. Perdoem-me se falho ou falhei. 
Perdoem-me pessoas que moram no meu coração mas eu nunca disse.
Perdoem-me por sentir esta necessidade de pedir perdão.

Não é defeito. É feitio.
Tás tão bonita...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Alarme


Lembro-me perfeitamente da primeira vez que disse a uma mulher que a Amava. Não me lembro, no entanto, da primeira vez que o pensei. É que pensei muitas vezes na palavra Amor antes de a dizer pela primeira vez. Isso deve-se ao facto de, apesar de ser muito raro apaixonar-me verdadeiramente, ser muito fácil sentir-me apaixonado todos os dias por uma mulher qualquer. É uma sensação que desaparece tão depressa como aparece, mas que nessa sua vida efémera é bastante intensa.
Também é verdade que isto me acontece muito mais facilmente nas fases da minha vida em que estou só, sem namorada. É como se o meu coração fosse um apartamento pequenino onde só cabe uma mulher de cada vez e, por isso, quando está ocupado é-me muito mais difícil sentir algo forte por alguém. Quando estou só, sou capaz de ter essa sensação de alarme no metro, no autocarro, num bar qualquer ou até na fila da repartição das finanças.
Foi precisamente no autocarro que me apaixonei pela Mónica, numa viagem em que ela adormeceu ao meu lado e deixou a cabeça cair sobre o meu ombro. É-me difícil explicar, mas quando isso aconteceu eu ainda nem sequer a tinha visto bem. Ia ao lado dela a pensar noutra coisa qualquer, mas quando ela se encostou a mim o meu coração acelerou imediatamente. Apaixonei-me, portanto, pelo toque e fui o resto da viagem petrificado, a tentar imaginar como seriam a face e a voz dela. Os cabelos, esses, eu via-os e eram longos e negros. Para não a acordar, e também para aproveitar esse encosto o mais tempo possível, deixei-me ir muito para além daquela que seria a minha saída. Regressei a casa mais tarde, fazendo a pé cerca de três quilómetros.
Foram três quilómetros feitos muito calmamente, em passos curtos e incertos, a pensar nesse novo Amor da minha vida. Era uma sensação boa, porque eu sabia que era um Amor que não passava dum desses alarmes que vão e vêm com o vento. Afinal de contas, tinha-me apaixonado apenas porque ela adormecera no meu ombro, sem lhe ver bem a cara ou ouvi-la a falar. Muito provavelmente nem me lembraria dela no dia seguinte.
O problema é mesmo esse: o dia seguinte. Acordei e ela foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Veio e, diga-se de passagem, nunca mais saiu. De tal forma que nos dias seguintes apanhei o mesmo autocarro várias vezes por dia só para ver se me cruzava com ela, o que veio a acontecer cerca de uma semana depois. Vi-a exactamente no mesmo banco e sentei-me à frente dela, como quem não quer a coisa, e acho que ela me reconheceu. Pelo menos riu-se timidamente. Nessa viagem, em que finalmente a vi de frente, confirmou-se a minha paixão. O meu coração tornou a acelerar terrivelmente e eu fiquei incapaz de reagir.
Durante muito tempo aquelas viagens de autocarro repetiram-se. Cheguei a fazer um mapa com as horas a que ela apanhava o autocarro e já não falhava uma única viagem em que ela estivesse. Era sempre o mesmo: eu à frente dela como se fosse um homem estátua e ela à minha frente como se não fosse nada. Às vezes ia séria, outras vezes sorria um pouco. Suponho que tinha a ver com as suas variações de humor e da forma como o dia lhe tinha corrido. Perdi a conta às viagens que fiz com ela assim, nesse meu silêncio sofredor.
Nunca falámos um com o outro até ao dia em que ela, uns minutos antes de sair, me disse que era a última vez que andava naquele autocarro. Ia viver para Lisboa, onde tinha arranjado um emprego melhor. Eu corei e encolhi-me perante as evidências. Tchau!, disse ela por fim. Fiquei a vê-la pela trémula e enorme janela do veículo, lá fora, virada para mim e a sorrir-me enquanto dizia adeus com a mão. Embaciei o vidro com o meu bafo e escrevi "Amo-te" ao contrário, para ela conseguir ler. Foi essa a primeira vez que o fiz.

Bagaço Amarelo


[Este texto... está qualquer coisa...!!]

Detalhes


terça-feira, 3 de julho de 2012

Voltei aquelas típicas noites em que escrevia sem parar, sem comer, sem dormir. Voltei à seca "do costume".
Voltei a sentir coisas que já não sentia à muito tempo. Já diz o ditado, coração que não vê coração que não sente. Tenho por vezes, medo de ser mal interpretada nestes meus pensamentos um pouco confusos, opostos e até bipolares. Mas no fundo não escrevo para ser interpretada mesmo. Escrevo em forma de desabafo.
Sou mulher, considero-me como todas as outras uma mulher complicada. Muito complicada. Mas sempre tentei ser o menos complicado possível perante as outras pessoas. Sempre achei que não havia necessidade de mostrar o meu lado complicado quando eu só complicava quando estava sozinha e nos meus pensamentos (e mesmo assim quando tenho pouco que fazer). Mas hoje, e sim o dia todo, senti-me a típica mulher complicada. Complicada de pensamentos, complicada de sentimentos. Complicada por ser mulher.

Sei perfeitamente que quando entro neste estado, alguém o causou. E eu sei quem. Odeio pessoas com ar superior. Odeio que me façam sentir uma coisa que eu não sou. Odeio ser tão fraquinha de cérebro que me coloco logo nesta posição de "mulher à beira de uma crise depressiva".
Odeio colocar os outros em posições chatas e assim do nada, sem perceberem bem o que se passa comigo e talvez a pensar que estão perante um estado de loucura. Afasto-me. Peço para estar sozinha. Quando no fundo é tudo o que menos preciso.

Parva.

E choro.

Gostava de escrever algo agradável… Mas quando me vem à cabeça perus inchados e galinhas depenadas, só me apetece gritar.

Crise existencial.
Fraca!
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.
Um dia conto a história de duas histórias. 

Hoje é o dia.

domingo, 1 de julho de 2012

Preciso de falar. Outra vez.
Tenho a sorte de ter alguém ao meu lado que me lê nas entrelinhas, ou talvez "as minhas linhas".
Porque é bom poder falar do que me aflige, do que magoa, o que me bloqueia o cerebro...

É bom senti-lo por perto, e sentir que me compreende.
Fiquei outra, fiquei diferente.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sinto que falta qualquer coisa. Sinto que me falta qualquer coisa. Por vezes parece que nada é real, outras que tudo ficou estagnado. Outras que é real e existe evoluções que fazem as pernas tremer o coração quase saltar pela boca e os olhos brilharem tanto que fazem transparecer toda a felicidade existente.
Parece um ir e vir do mesmo com acontecimentos exteriores. Parece que uns dias estou preparada outros não. Que estás preparado… outros não.
Que não fomos forçados nunca a nada e por isso parecer tudo tão… irreal?!!

 
O que falta? Será…  parar de pensar?
Nada acontece por acaso. Mas este "acaso" é muito relativo!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Preciso de falar.
Não sei se poderei falar acerca disto com alguém... mas preciso de dizer que apesar de me sentir feliz por vários motivos e felizmente ter estes motivos para o ser. Sinto que há alguma coisa que me falta fazer para que possa relaxar o cérebro para sempre.

Há algo que está pendente. Sei que o melhor seria ficar quieta. Talvez opte mesmo por ficar quieta, mas sei que se dissesse/despejasse tudo o que me está entalado seria muito mais tranquilizante para mim.
Sei que as pessoas que tem de ouvir o que tenho para dizer, vão interpretar mal e da pior forma. Vão achar que é dar importância. Mas não, não é dar importância a quem tem de ouvir, mas sim a mim!! À minha pessoa que não merece estar com coisas entaladas. Isto está a fazer-me mal. Ando às voltas na cama, não consigo dormir... e se me sinto feliz com a vida que tenho não é algo do passado que vai interferir e deixar-me a mente num turbilhão de pensamentos...

O que faço?
Não sei. Talvez conformar-me à ideia que já passou algum tempo e que este tempo é suficiente para parecer ridículo eu dizer uma palavra que seja!

Conclusão, nunca deixar nada por dizer, mais tarde, perde efeito.

Desabafo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

E parei. E pensei. E eu odeio pensar.
"Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
 
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
 
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu."

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Em Porto Corvo, na vitrine de um café...





"... Tu és aquela que acrescenta sonhos
aos sonhos de muita gente, és a que
propõe esperança aos corações cansados,
és a que empresta graça e leveza."


terça-feira, 19 de junho de 2012

“A harmonia é puro amor, porque o amor é o completo entendimento.”

domingo, 10 de junho de 2012

Finalmente de férias!

sábado, 9 de junho de 2012

E não consigo adormecer...
Filmes e mais filmes neste cérebro!
Não gosto de ser desconfiada. Não gosto mesmo! Mas pior do que não gostar de desconfiar, é verificar que o que eu desconfiava é realidade.
Inquieta. Ainda mais inquieta! Detesto sentir isto.
Gostava de me sentir confiante mas parece que falta qualquer coisa. Estou-me a deixar levar demais mais uma vez, será?
O apego é o desassossego!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sinto-me, ainda, um pouco inquieta.

Estou mesmo a precisar de umas férias para relaxar o cérebro e não pensar em nada. Para não ouvir mesquinhices, cusquices, para não ter de pensar em horas, para me desligar do mundo e fazer só o que me apetece!

Detalhe de hoje.




terça-feira, 5 de junho de 2012

Inquieta...