sábado, 18 de abril de 2020

Dia 32

Isto é mais do que adiar as coisas boas da vida.
É muito sobre protecção, a nossa e do mundo.
É também o tempo que temos para reflectir sobre o que vale muito a pena e o que não vale. 
Sobre se perdoar não é o melhor caminho e se dar o braço a torcer não será a solução.
Pensar no futuro com este presente bem presente! 
De dizer às pessoas que gostamos delas, sem qualquer problema e só porque sim. 
De ter coragem para o afastamento de quem por vezes nos suga a energia. E também ter coragem para sorrir nestes dias que há tanto julgamento. Ser forte para simplesmente SER.

Amor, amizade, compreensão, coragem e resiliência. 

terça-feira, 14 de abril de 2020

Dia 28

Calma minha menina, onde é que já ias com tanta pressa?
Sempre com medo de não traçar objectivos, de não ter planos, sempre a achar que talvez andar ao sabor do vento não fosse o melhor... e este ano que era mesmo para não ter planos, começaste a tentar fazer? 
Continua mas é ao sabor do vento, porque a vida nunca te falhou... 
Acalma essa independência também, dá ainda mais valor ao que os teus olhos vêem e ao que o teu coração sente. Aprende a sentir saudade e não a fugir dela. 
Tem calma mas é. E paciência!


De Ano 2020
Para mim

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Dia 20

Ora bem, vinte dias se passaram.
Foi declarado mais quinze dias de estado de emergência.
Cá estamos.

Ele fez anos. Mais uma comemoração sem família e amigos e com a promessa de que quando tudo isto terminar a festa será grande!

Tenho saudades do som do mar. Mas não é só o som, é de pisar a areia, é sentir a brisa, é cheirar a maresia e ter o som de fundo.

De resto. Cá estamos.

terça-feira, 31 de março de 2020

Dia 14

Embora não tenha obrigação nenhuma em escrever todos dias aqui, sinto que, tendo em conta a situação e o que estamos a viver,  é importante registar que “mais um dia passou”. Nem que seja só para dizer isso ou para agradecer.

Foi mais um dia, em casa (sério?!).
As minhas saídas são cada vez menores. Já que um de nós tem de sair, o que sai, faz tudo o que há para fazer na rua.

Tenho me dedicado às experiências culinárias, feito coisas que no dia a dia não se faz porque “não há tempo” e “come-se qualquer coisa”.

A tentar ao máximo voltar à minha rotina de treino, e a desesperar por uma corrida nem que seja de 1 km. (no meu estado normal nunca diria isto - odeio correr)
Num esforço psicológico enorme porque decidi deixar de fumar... ja lá vão 11 dias. (e ainda não perdi a vontade ahaha) - sim para mim foi tipo “esta é a altura perfeita para cumprir com promessas pendentes” (só que não!).

Hoje o sol brilhou. E embora esteja frio, ter o sol a entrar-me pelas janelas de casa... é tudo!

Agradecer. É só o que eu quero. 

segunda-feira, 30 de março de 2020

O sol hoje não brilhou. Choveu o dia todo. 

A sensação de acordar todos dias e ainda pensar na possibilidade de tudo isto não passar de um pesadelo, não desaparece.

Tento focar-me nas coisas positivas do dia. Nos prazeres inerentes ao facto de estarmos em casa. E sim, realmente são alguns. 
Só de saber que ao ficarmos em casa já estamos a ajudar também ajuda. É tipo "missão cumprida"!
Mas... não vou mentir, já tive as minhas horas de ansiedade. 

Adorava escrever/desabafar coisas maravilhosas, previsões do que poderá acontecer assim que tudo isto acabe, mas não consigo. Por agora não consigo.
Adorava deitar cá para fora o meu positivismo... que não desapareceu e eu acredito mesmo que vai ficar tudo bem. Mas, até ficar tudo bem, as coisas não estão bem. E todos nós temos dias.. cabrões! Hoje é mesmo esse dia!

Dia 13

De ontem, no telejornal da noite.
Não está fácil.


domingo, 29 de março de 2020

Dia 12

Crepes pela manhã.
Restos de comida ao almoço.
Café à janela com sol e "concerto" do Bamba em directo no Facebook!

Não me queixo destes dias... mas a saudade de tanta coisa já começa a apertar.
Das coisas simples. Só!

sábado, 28 de março de 2020

Dia 11

Os números aumentam.
O medo também. 

Só não aumenta a consciência, responsabilidade, discernimento, respeito...  das pessoas! 

sexta-feira, 27 de março de 2020

quinta-feira, 26 de março de 2020

Dia 9

A mana faz anos!

30 anos.
Mesmo não havendo muita diferença de idade entre nós ela é e será sempre a minha irmã mais nova. E embora por muito estúpido que possa parecer há uma idade que nos fica na cabeça e que é essa que vamos sempre achar que os nossos irmãos mais novos têm. (só que não! ahahaha) 

Como assim 30 anos!?

[Em relação ao 9º dia de quarentena: vamos sair disto mais ricos. No que toca ao amor e às prioridades. Vamos saber viver com muito pouco e dar valor ao que realmente importa. Não o posso dizer com certezas absolutas, mas com muita esperança nesta aprendizagem.]

quarta-feira, 25 de março de 2020

Dia 8

O bom, é que por muitas previsões de chuva que façam... 
o sol continua a brilhar! :)

[Os dias não estão fáceis. Não falo de mim. Porque eu estou em casa. É só o que é pedido: ficar em casa! Ainda assim, não é cumprido.
Não está fácil para os que lutam todos os dias para que fique tudo bem!]

terça-feira, 24 de março de 2020

Dia 7


abraçar, mar, acampar...

[é o que me ocorre quando penso no dia em que tudo isto vai acabar]

segunda-feira, 23 de março de 2020

Dia 6

Acordar.
[perguntar mais uma vez: isto é real? Ter resposta positiva e levantar-me imediatamente, como se tivesse obrigatoriamente de aproveitar mais um dia ao máximo dentro do possível] 

Fazer saudação ao Sol.
Trocar as notícias por música no youtube.
Fazer as video-chamadas do dia.

Mais uma máquina de roupa, mais outra de loiça.
Fazer almoço.

Ele chega.. sorrimos por mais um dia e .. sofá!

[Confesso que hoje só me apetece comer porcarias!]

domingo, 22 de março de 2020

Dia 5

Acordar com o sol a entrar pela janela.
Está um dia lindo! 

Tomar o pequeno almoço e descer o prédio para ir deitar o lixo fora. (passei a adorar...)
Aqui na urbanização não anda ninguém na rua, temos a possibilidade de pelo menos dar a volta ao quarteirão. 
Ouve-se (melhor) os pássaros, sente-se o vento e sou sincera que nestes dias e cada vez que saio à rua (de fugida) lembro-me sempre daquela frase:

"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena e a pena ter nascido"

sábado, 21 de março de 2020

Avó,

Hoje vi uma entrevista na televisão que me levou às lágrimas. 
Tudo o que o entrevistado contava sobre os avós paternos e a sua infância junto deles... a sua tristeza quando partiram... fez-me transbordar outra vez em saudade.

Quando penso em ti é mesmo com muita saudade. Saudade de tudo. Às vezes até tenho saudades de te ouvir resmungar com qualquer coisa.

Estes dias tenho-me lembrado de ti. Como reagirias tu a tudo isto que está a acontecer?
O que responderias se te disséssemos que não podias sair de casa? 
Iríamos estar todos preocupados contigo, disso não tenho dúvidas... mas ao menos era sinal que ainda estavas cá.

Avó... ainda não consigo passar junto à casa onde vivias. Onde todos vivemos e crescemos. Será que vai custar para sempre? 

Avó, tenho muitas saudades.
Avó, chorei tanto hoje!

Dia 4

Sábado. (como se isso fizesse diferença nestes dias)

Quarto dia de quarentena e a sensação de que vou passar mal aumenta. Inspirar e expirar. Pensar que é este compromisso que vai fazer com que sejamos nós a vencer!

Sábado. Abrandei nas limpezas. Nos "afazeres" impensáveis em dias normais. Tento também acalmar a alma ao certificar-me que os meus estão bem.

O meu coração aperta cada vez que penso que segunda-feira lá vai ele trabalhar. Não é dos que pode ficar em casa. Infelizmente. 
Agarro-me à fé de saber que o Universo conspira a favor. E que é de energia positiva que precisa. 

Tudo vai correr bem!

[Entretanto, chegou a Primavera!]


Mas, a Primavera não sabia...


2019/2020

Bem, nem sei por onde começar...

Não sei se começo por dizer que me casei e fiz a minha viagem de sonho ou se desabafe logo sobre o pesadelo que o país, ou melhor, o mundo, está a viver neste momento.

Talvez escreva como se estivesse a contar esta história a um filho mais tarde... ou simplesmente em forma de desabafo de alguém que viu estes últimos três meses a passarem de uma forma que não tem explicação. E desta vez, nem é pela velocidade a que passou, mas sim pelo que se passou.

A meio de 2019, fizemos planos para casar. Casamos no dia 23 de Janeiro.
Antes deste acontecimento maravilhoso, (tenho tanto para contar sobre isto... desde o facto de casarmos só os dois, até ao momento em que saímos do registo civil e tínhamos uma surpresa planeada pelos nossos amigos (que só souberam uns dias antes), foi sem dúvida um dia memorável), em Dezembro, ouvia-se nas noticias (assim muito de mansinho) que na China tinha surgido um vírus, o Corona Vírus - Covid-19. 

Durante a nossa viagem à Tailândia (no mês de Janeiro e Fevereiro) estivemos atentos às noticias para saber desenvolvimentos sobre o assunto e andamos sempre de máscaras na cara no meio das multidões nos aeroportos e até mesmo nas ruas. 
Na Ásia é comum o uso de máscaras. Não estranham, não olham de lado, é natural e no fundo super consciente. Com esta situação então, os cuidados redobraram. 

Quando regressamos da viagem já se ouvia falar de mais casos de pessoas que tinham o vírus, não só na China mas também noutros países. Começou a ficar preocupante, e  cada vez mais o telejornal era preenchido só com cabeçalhos em que se lia sempre o mesmo: COVID- 19. 
Mas, nós (até podia dizer Portugueses, mas de facto não fomos só nós), temos sempre aquela facilidade inconsciente, em achar que à nossa porta nunca nada vem parar. Mesmo se tratando de uma Pandemia. 

Passando pormenores à frente, porque esses ficam para as pesquisas no Google, o que eu preciso de desabafar e que me parece irreal todos dias é: 
... neste momento, o nosso país está de quarentena - foi declarado estado de emergência para Portugal na quarta-feira passada pelo nosso Presidente da República. Não é só em Portugal, foi declarado o mesmo noutros países. 
Tiveram que ser tomadas medidas drásticas em todo o lado porque este vírus propaga-se facilmente caso haja contacto com alguém infectado e os casos de morte aumentam de dia para dia!
(Os sintomas do vírus são tosse seca, falta de ar, febres altas e vai  afectando o pulmão, o que faz com que, numa fase mais avançada, e dependendo de alguns factores, a pessoa que está infectada precise de ser ventilada.)

Quando surgiram os primeiros casos em Portugal, começamos todos, e por indicações do SNS, por ter atenção nos locais de trabalho e em casa. Desinfectar tudo, passar a lavar as mãos mais vezes que o habitual, ter atenção à distância entre as pessoas, uso de luvas e máscara na ida aos supermercados... 
Nos telejornais não se falava de outra coisa, hoje ainda não se fala de outra coisa...  chega informação de todo o lado, já nem dá para perceber o que é certo, o que é errado. As redes sociais estão minadas e são imensos os apelos às pessoas para que fiquem em casa. Toda a gente tem uma opinião e algo a dizer. Chegam vídeos e gravações de voz do "amigo do amigo do primo do tio do amigo" que é enfermeiro ou médico a relatar a situação em que se encontram os hospitais. Fake News também são o prato do dia... enfim! O Mundo está virado do avesso e isto tudo no espaço de 3 meses. 
É algo que está a assustar-nos muito mas que ao mesmo tempo e de certa forma, está a fazer com que haja união e se crie esperança: que tudo vai ficar bem!

Sinto, ao mesmo tempo que estou a escrever e pela forma resumida que escrevo, que nem parece nada de especial, mas é. É muito preocupante e assustador.
Deixamos de contactar com os mais próximos, passamos a fazer video-chamadas com a família e amigos.
Os profissionais de saúde, não têm mãos a medir e andam exaustos... esgotaram-se máscaras, desinfectantes, álcool etílico... as pessoas começaram numa correria desenfreada aos supermercados... instalou-se o caos. Um caos que talvez, nós, com esta idade só tivéssemos ouvido na aula de História, na escola, quando se falou de guerra. Ou quando os nossos avós ou pais nos contavam como tinha sido na altura deles e as dificuldades que passaram. Isto está a ser uma guerra.

Tudo isto que se está a passar, um dia, também vai ser estudado, tenho a certeza. 

Todos os dias quando acordo de manhã o meu primeiro pensamento é: isto é mesmo real?  .. E é!

Isto é um resumo muito resumido de tudo o que se está a passar e que ainda não acabou. Estou só no meu terceiro dia de quarentena. As escolas por exemplo estão fechadas há mais tempo. Há pessoas de quarentena voluntária há mais dias...  

Tenho fé que ao cumprirmos com tudo o que nos pedem, que no fundo é só ficar em casa, que se consiga combater este vírus de merda, mais rápido. Ou que seja mais fácil.

Confesso que durante o tempo que não me foi permitido ficar em casa, por motivos profissionais, perdi a fé nas pessoas. Via todos os dias que estava a ser difícil para elas perceberem que não podiam fazer a vida normal. (Passear no shopping, ir beber café em esplanadas cheias de pessoas...)
Confesso que ao ver os turistas a passear como se nada fosse também me deu muitas vezes vontade de lhes ir abrir o cérebro. 
Confesso que houve dias que entrei em desespero de não querer sair de casa...
Mas não é disto que precisamos. Calma, discernimento, amor e UNIÃO. Creio que é disto que o Mundo precisa. E não é só de agora, é desde sempre!

Vamos conseguir! 
#vaificartudobem

domingo, 6 de agosto de 2017

Para ti Avó.

Sete meses se passaram (sete!) e escreveria isto todos os dias, sem tirar uma palavra, com o mesmo sentimento, só com a diferença que todos os dias a saudade aumenta, a lembrança ainda dói e a ausência faz cair as lágrimas:

"Insónias... Quando escrever faz bem ao coração.
Só me vem à cabeça as memórias que tenho contigo.
Tudo o que fizeste por nós e todos os momentos de risadas e boa disposição que nos proporcionaste.
Quando penso que davas sentido à vida de todos nós com a tua maneira de ser e força para festejar mais um ano. Já andavas tu a amealhar para a festa que iriam ser os teus 90 anos, que para nós tanto tempo faltava mas que para ti já fazia sentido pensar nisso. E com toda a razão.
Avó, sei que foi a tua hora. Mas que horas tão difíceis estão a ser as minhas...
Avó, aquele ColaCao com água que todos julgavam não ser saudável porque com leite é que era... aquelas torradinhas com azeite que todos achavam que com manteiga é que era... aquelas bases para os tachos que só tu sabias fazer na perfeição...
Avó, só queria poder apertar-te os braços gordinhos, essas bochechas tão fofas. Apetecia-me até dar-te na cabeça pela quantidade de anéis que usavas e também por seres benfiquista.
Apetecia-me ouvir-te dizer para pôr uma pinguinha de qualquer coisa no copo, eu colocar literalmente uma pinguinha e tu chamares-me "sacana" e rires. Dizeres que o teu café estava "amargoso" porque todo o açúcar que pusessemos nunca era o suficiente para ti...
Avó, que me viste crescer, que nestes 30 anos respeitaste sempre a minha maneira de ser. Que te preocupavas, que eras a mais doce e rabugenta, mas também a mais doce e sensível. A mais gozona. A mais batoteira das batoteiras.
Sabes avó todos gostavam de ti e vão  continuar a gostar. Vamos recordar-te com muita saudade.
Avó... que bem me sabia chamar-te de avó.
Olha por nós."

E hoje veio-me ao pensamento um episódio de ontem. Ao ver um neto a brincar com a avó na loja, a dizer lhe "leva este vais ficar toda jeitosa". A verdade é que a alegria de saber que ainda há netos a darem valor aos avós que têm não foi suficiente para conter as lágrimas. É uma saudade imensa avó.

Daqui até ai... um beijinho.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quando nos falta o chão? Quem nos salva?
Quando tens tudo mas vives nas tuas incertezas, inseguranças, pouco confiante e achas sempre que és má em tudo? 
Quando o que transpareces é precisamente o contrário e ao fazê-lo faz-te ultrapassar situações que no teu intimo sabes bem que foi só para não desiludir ninguém.

Que o medo de desiludir me faça sempre passar por cima de tudo e todos, até de mim.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Quando foi, que não dei por nada?

Aquela sensação de me sentir inútil nos actos e nas palavras.
Não sei o que dizer, o que pensar, como agir.
Quando é que foi que perdeste a força, que não dei por nada?
Li nas entrelinhas o quão em baixo estás. A força que já não tens, a falta de vontade e garra.
Quando foi que deixaste de gozar e implicar comigo, que não dei por nada?
Vi que falavas a sério, coisa rara e estranha para mim. Como gostava que te agarrasses ao que tens. Ao que conseguiste durante todos estes anos. Como eu gostava que não te deixasses ir a baixo.

Quando foi, que não dei por nada?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Dezembro

Aquele mês que ainda estou para descobrir ao que me sabe.
Gostava que voltasse a ser mágico do inicio ao fim, gostava de voltar a sentir o que sentia quando era pequena.

Mas não sinto.

O A.

A. o que será que sentes amigo.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Aquela manhã em que acordas e percebes que tudo não passou de um pesadelo.
[Embora acordes com a mesma ansiedade e sensação no estômago que estavas no pesadelo.]

Que a tua vida é isto. E isto, para além de te ter sido o caminho que tu escolheste [e o universo conspirou a favor..] é bom demais.

Bom de verdade.
Acordas e expiras de alívio.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Não sou fã.

Dou por mim a sobreviver a estes dias que passaram.
Todos temos alturas que gostamos menos, e eu não gosto dos inicios de anos. 
Talvez porque o trabalho me esteja a afectar de tal forma que não consiga encontra-me no meio de tanto papel, de tanta tarefa, de tanta confusão. Talvez porque tenha decidido mudar de casa também nesta altura e por não estar a ser fácil esta mudança.

Sou muito prática com tudo, tento não arranjar problemas onde não existem, mas há de facto dias que a nossa força se vai sem conseguirmos controlar. 
Não culpo ninguém sem ser a mim... ninguém tem culpa de não pregar uma grande chapada nesta cara e acordar para a vida! 

Não sou vitima dos meus problemas. Só eu os posso resolver. 
Só gostava de saber quem anda a sugar todas as minhas energias. Toda a minha vontade, toda a minha motivação. E porquê que as coisas por vezes não podem ser um pouco mais fáceis. 

Porquê que não posso pensar "agora é que é"... e ser! 
Tenho desde sempre um lema que é a tal frase feita: o que ninguém sabe, ninguém estraga, e é verdade. Lamentável, mas verdade. Por vezes achamos que desabafamos ou partilhamos com a pessoa certa, ou as pessoas certas, mas... não. 

E é isto, dou por mim com pensamentos sobrepostos uns nos outros, com um turbilhão nesta cabeça. A escrever sem sentido... mas no fundo é isto. 

Preciso de ausentar-me de todos menos de mim.