domingo, 6 de agosto de 2017

Para ti Avó.

Sete meses se passaram (sete!) e escreveria isto todos os dias, sem tirar uma palavra, com o mesmo sentimento, só com a diferença que todos os dias a saudade aumenta, a lembrança ainda dói e a ausência faz cair as lágrimas:

"Insónias... Quando escrever faz bem ao coração.
Só me vem à cabeça as memórias que tenho contigo.
Tudo o que fizeste por nós e todos os momentos de risadas e boa disposição que nos proporcionaste.
Quando penso que davas sentido à vida de todos nós com a tua maneira de ser e força para festejar mais um ano. Já andavas tu a amealhar para a festa que iriam ser os teus 90 anos, que para nós tanto tempo faltava mas que para ti já fazia sentido pensar nisso. E com toda a razão.
Avó, sei que foi a tua hora. Mas que horas tão difíceis estão a ser as minhas...
Avó, aquele ColaCao com água que todos julgavam não ser saudável porque com leite é que era... aquelas torradinhas com azeite que todos achavam que com manteiga é que era... aquelas bases para os tachos que só tu sabias fazer na perfeição...
Avó, só queria poder apertar-te os braços gordinhos, essas bochechas tão fofas. Apetecia-me até dar-te na cabeça pela quantidade de anéis que usavas e também por seres benfiquista.
Apetecia-me ouvir-te dizer para pôr uma pinguinha de qualquer coisa no copo, eu colocar literalmente uma pinguinha e tu chamares-me "sacana" e rires. Dizeres que o teu café estava "amargoso" porque todo o açúcar que pusessemos nunca era o suficiente para ti...
Avó, que me viste crescer, que nestes 30 anos respeitaste sempre a minha maneira de ser. Que te preocupavas, que eras a mais doce e rabugenta, mas também a mais doce e sensível. A mais gozona. A mais batoteira das batoteiras.
Sabes avó todos gostavam de ti e vão  continuar a gostar. Vamos recordar-te com muita saudade.
Avó... que bem me sabia chamar-te de avó.
Olha por nós."

E hoje veio-me ao pensamento um episódio de ontem. Ao ver um neto a brincar com a avó na loja, a dizer lhe "leva este vais ficar toda jeitosa". A verdade é que a alegria de saber que ainda há netos a darem valor aos avós que têm não foi suficiente para conter as lágrimas. É uma saudade imensa avó.

Daqui até ai... um beijinho.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quando nos falta o chão? Quem nos salva?
Quando tens tudo mas vives nas tuas incertezas, inseguranças, pouco confiante e achas sempre que és má em tudo? 
Quando o que transpareces é precisamente o contrário e ao fazê-lo faz-te ultrapassar situações que no teu intimo sabes bem que foi só para não desiludir ninguém.

Que o medo de desiludir me faça sempre passar por cima de tudo e todos, até de mim.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Quando foi, que não dei por nada?

Aquela sensação de me sentir inútil nos actos e nas palavras.
Não sei o que dizer, o que pensar, como agir.
Quando é que foi que perdeste a força, que não dei por nada?
Li nas entrelinhas o quão em baixo estás. A força que já não tens, a falta de vontade e garra.
Quando foi que deixaste de gozar e implicar comigo, que não dei por nada?
Vi que falavas a sério, coisa rara e estranha para mim. Como gostava que te agarrasses ao que tens. Ao que conseguiste durante todos estes anos. Como eu gostava que não te deixasses ir a baixo.

Quando foi, que não dei por nada?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Dezembro

Aquele mês que ainda estou para descobrir ao que me sabe.
Gostava que voltasse a ser mágico do inicio ao fim, gostava de voltar a sentir o que sentia quando era pequena.

Mas não sinto.

O A.

A. o que será que sentes amigo.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Aquela manhã em que acordas e percebes que tudo não passou de um pesadelo.
[Embora acordes com a mesma ansiedade e sensação no estômago que estavas no pesadelo.]

Que a tua vida é isto. E isto, para além de te ter sido o caminho que tu escolheste [e o universo conspirou a favor..] é bom demais.

Bom de verdade.
Acordas e expiras de alívio.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Não sou fã.

Dou por mim a sobreviver a estes dias que passaram.
Todos temos alturas que gostamos menos, e eu não gosto dos inicios de anos. 
Talvez porque o trabalho me esteja a afectar de tal forma que não consiga encontra-me no meio de tanto papel, de tanta tarefa, de tanta confusão. Talvez porque tenha decidido mudar de casa também nesta altura e por não estar a ser fácil esta mudança.

Sou muito prática com tudo, tento não arranjar problemas onde não existem, mas há de facto dias que a nossa força se vai sem conseguirmos controlar. 
Não culpo ninguém sem ser a mim... ninguém tem culpa de não pregar uma grande chapada nesta cara e acordar para a vida! 

Não sou vitima dos meus problemas. Só eu os posso resolver. 
Só gostava de saber quem anda a sugar todas as minhas energias. Toda a minha vontade, toda a minha motivação. E porquê que as coisas por vezes não podem ser um pouco mais fáceis. 

Porquê que não posso pensar "agora é que é"... e ser! 
Tenho desde sempre um lema que é a tal frase feita: o que ninguém sabe, ninguém estraga, e é verdade. Lamentável, mas verdade. Por vezes achamos que desabafamos ou partilhamos com a pessoa certa, ou as pessoas certas, mas... não. 

E é isto, dou por mim com pensamentos sobrepostos uns nos outros, com um turbilhão nesta cabeça. A escrever sem sentido... mas no fundo é isto. 

Preciso de ausentar-me de todos menos de mim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

[Page 7 of 366]

Acho que os meus quase 30 me estão a bater.
No que toca a paciência, a limites, a vontades, ao que está por fazer, ao que já foi feito.

Já tinha notado em mim uma grande alteração quanto ao que me sujeito e ao que permito que me digam ou que me façam sujeitar.
Já não consigo disfarçar o meu desagrado, já só faço mesmo o que me apetece. Não consigo fazer nada forçada.
Sinto que neste momento, tudo o que faço é por mim!
E para mim!

Grata por conseguir ter amigos que me fazem soltar as gargalhadas mais sinceras. Por não me fazerem perguntas. Por gostarem de mim como sou e grata também aos que não gostam e se afastam.
Da minha parte, e aos que gosto, aos que amo, só não faço o que não posso. De resto, tudo!


[Feliz de mim por ter quem me ature.]

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

[Page 365 of 365]

Colocar amor em tudo o que fazemos. 
Desejar o bem para receber o bem. A vida retribui!

Grata pelo ano 2015.
Feliz 2016! 😃🎉
[Page 365 of 365]

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Eu e isto.

Mais um ano. E eu estou nisto.
Não gosto definitivamente desta altura do ano. 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

"Não deixes de utilizar as tuas asas. Elas precisam de exercício!"

Há vezes que não damos o passo em frente porque achamos que não vai dar certo. Ou porque temos falta de coragem, ou por falta de confiança. Tem vezes que nem pensamos muito no assunto para não nos moer a cabeça com algo que sabemos à partida que não vamos ser capazes.
O ter alguém por perto que nos faça ver para além da nossa zona de conforto tem o seu lado positivo. É o empurrão que todos precisamos. 
Agradeço todos os dias a família que tenho, as amizades que tenho e o namorado que tenho. 

Engraçado que também precisei de um grande empurrão para me jogar de cabeça para o inicio do nosso namoro, é certo que nem tudo foram rosas - e tão calculista que fui - mas também é certo que aqui, o empurrão fui eu. Acho que o amor falou mais alto que qualquer outra coisa, qualquer medo, qualquer dúvida, qualquer factor externo à nossa relação. E ainda bem. És o amor que não tinha, a paz que precisava, o conforto de todos os dias e o empurrão que me faltava.

Agradeço por ter por perto pessoas que me querem ver bem e feliz. Agradeço ao Universo toda esta minha evolução e que é tão minha. 

Vou agradecer sempre tudo, porque com gratidão e amor é que se consegue as coisas verdadeiras.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Avô...

11 anos se passaram, e fazias anos hoje.
Por força do Universo, este quis que fosses tu o meu anjo da guarda. 
Na vida partilhada comigo, eras um homem muito calado e fechado, não conseguias demonstrar carinho pelas pessoas mas ao mesmo tempo conseguias mostrar de quem gostavas e de quem não gostavas. Ao pensar em ti e no teu mundo tão fechado, dá-me saudades da tua maneira de ser, e hoje tenho a certeza que ainda brincaria mais contigo. Usaria mais mil vezes um funil para que me ouvisses bem e tu ririas com aquele ar meio envergonhado.
Sei que foi na tua hora que partiste e feliz de mim por ter ainda partilhado de alguns momentos contigo. Sei que éramos umas netas queridas para ti. Sei que o meu pai era tudo para ti! E somos. E é.

Quis também o Universo que ao longo destes 11 anos eu tivesse diferentes rumos e que chegasse a este ponto em que aceitei outras dimensões. Quis o Universo, que me mantivesse ligada a ti. 

Avô, a ti que nos proteges, um beijo e um abracinho. Obrigada e Parabéns!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Eu avisei.

Eis que chega o mês de Dezembro.
Com ele chega a minha melancolia, nostalgia, e sem dúvida o meu cérebro fica todo trocadinho. 
Entre presentes para oferecer e vontade infinita que o Natal fosse só e simplesmente o acto de estar em família - com a minha família - entre os projectos e objectivos que me vão passando pela cabeça... Entre tudo o que quero resolver no inicio de 2016 e o facto de ter que mudar de casa.

Bem, mas seja o que for. Tem de ser.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Já?

E pensar que amanhã entramos no mês de Dezembro.
E não ter, ainda, entrado no espírito Natalício...

[Aquela fase retrospectiva]

De Novo.

Não sei se há coisa "pior" que uma mulher apaixonada.
A verdade é que nunca fui daquelas raparigas muito "rócócós" nas relações. Tenho a fama de ser mais fria que meiga. (Já dizia a minha mãezinha na sua ânsia desesperada de receber beijos meus)

Mas, embora fria, tenho sentimentos como as "pessoas normais" e é verdade que me entrego por completo.
Esta minha relação tem um sabor diferente, não sei explicar o porquê.  (talvez saiba, mas não vou por ai). Dou por mim neste estado. De amor sincero, de paixão pura. 

A verdade é que não é fácil manter-me satisfeita, e uma pessoa que consiga acompanhar todos os meus estados de espírito... é sem duvida de louvar e no mínimo só poderia estar perdidamente apaixonada!


sábado, 28 de novembro de 2015

Já é tarde.

O que me haveria de dar a esta hora. 
[Conto contigo blog]

Ser mulher também é isto, estar sozinha e ter muito em que pensar (ou nada). É saber que escrever seria a solução para que os olhos finalmente começassem a fechar, e o cérebro deixasse de merdas e fizesse com que o meu corpo aterrasse na cama.
É ter certezas absolutas numa hora e noutra as mesmas certezas já eram... 
É viver iludida com vontades e desejos que só a nós nos passa pela cabeça. E se não exteriorizamos, como pode alguém saber dos mesmos? [Acho que o que todas as mulheres queriam em certas alturas é que nos lessem os pensamentos... E não teriam os homens a vida facilitada?] 
Ai ser mulher... 
 
Estas noites assim, conseguem levar-me ao mais alto patamar da imaginação - os famosos: "macaquinhos na cabeça"! (gostava eu que este tipo de imaginação me dê-se dinheiro... Opah! A esta hora estava milionária!). 
Pior é sentir que devia era estar quieta, e saber que o meu mal... é sono!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tão eu. Ou tento.

"Vive de tal forma que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade e não deixes ninguém afastar-se de ti sem que leve um traço de bondade, ou um sinal de paz da tua vida."

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Discordo.

Deixei de concordar com a expressão que muito se utiliza "as desculpas não se pedem, evitam-se!"
Comecei até, a achar a expressão mais "fria" de sempre.
Toda a gente já falhou na vida, e toda a gente já se arrependeu de alguma coisa. Toda a gente já pediu "desculpa" por ter falhado e toda a gente ao pedir desculpa tem a mínima esperança de serem aceites.

Antes de dizerem isto a alguém, as pessoas deviam pensar que podem ser elas a querer que lhes desculpem. E ai vai doer.

Saber perdoar não é para todos, mas não é difícil!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quando existe amor.

Há sensivelmente quatro anos, que penso escrever sobre este casal.
Talvez só agora me sinta capaz de escrever acerca deles... é talvez a única história que conheço de perto que transborda força, positivismo, vontade e sobretudo (sobretudo) amor.

Conheci-os há precisamente quatro anos.
Cheguei ao jantar de Natal de 2011 - do qual não fazia parte até essa data - e fui apresentada.

Já me tinham falado deles. Já me tinham contado por alto a situação dele:

- o A. teve um acidente de carro e ficou tetraplégico. E é casado com a M. Tens de os conhecer! São demais! - Diziam-me.
(nunca pensei muito no termo "são demais!", mas agora que escrevo, faz todo o sentido).

Bem na realidade quando me disseram que o A. era tetraplégico, e que iria conhecer, fiquei... não sei que palavra usar para descrever... talvez, ansiosa? Nunca tinha estado com alguém tão de perto nessa situação e estava ao mesmo tempo curiosa. Curiosa por mim. (o "problema" reside aqui - falta de consciência por parte das pessoas, e neste caso, também eu tinha esta falta de consciência)

Quando os conheci nem queria acreditar.
What? Um tetraplégico que ri, sorri, diz piadas e ainda goza com o próprio estado dele? Não, isto não pode ser verdade! 
Com o tempo, e com a convivência, fui tirando de ideia que algo podia ser uma capa. Tanto do A. como da M., fui percebendo que eles são isto. 
Não há encontro que não seja a rir, não há dia que estejamos juntos que não brinque, que não "parveje", que não faça tudo o que todos nós que conseguimos andar, correr, mexer os braços, as mãos, não façamos. "Faz mais quem quer do que quem pode" - e neste caso aplica-se. 

Com o tempo apercebi-me também que a M. é uma mulher com M. grande. E que só um grande amor, pode fazer o que os meus olhos têm visto durante estes quatro anos que os conheço. 
É namorada, é mulher, casou com ele. É ela que faz a higiene, que o "carrega" quando é preciso. É ela que dá tudo o que pode dar. E sempre com um sorriso nos lábios.

Eu sei, que na vida deles, tirando o facto de terem de sorrir para o mundo, existem dias menos bons. Claro que existem, não é fácil, até porque o A. tem fases em que leva dias de cama, em que aparecem as escaras, que o animo não é o mesmo como é óbvio. Dias em que a M., para além de tudo o que já faz em dias normais ainda tem uma preocupação maior. E podem-se tornar dias desesperantes - e eu que nem imagino como possam ser estes dias.

Melhor, trabalham os dois. Sim trabalham!

E agora? Ter coragem para falar de problemas? De chatices? Sim, todos temos problemas, todos temos dias menos bons. Será que não elevamos os nossos problemas ao ... cubo?

O mais lindo aconteceu este ano: o nascimento do filhote.
Quando recebo a noticia que um bebé está para chegar, é sempre com uma grande alegria mas quando foram eles a dizer... o meu coração disparou, a alegria foi a triplicar, a emoção igualmente, as lágrimas caíram-me. Foi realmente uma grande noticia e fiquei mesmo, mesmo e sinceramente, feliz por eles! O M. veio ao mundo, é lindo e acho que era o que estava a faltar,  serem pais para se sentirem completos! (mais uma vitória!)

Merecem. Merecem e não digo isto por "pena" - nunca os olhei com esse sentimento- nem digo isto só pelo facto do A. ser tetraplégico. Digo porque se há pessoas que gostam de viver e serem felizes são eles. E se há pessoas que dão valor a TUDO da vida são eles. Dão importância, ao que nós pessoas sem noção do que é realmente ter um problema, não damos.
No fundo não nos culpo. Não temos culpa de não ter consciência do que é viver numa situação destas, quais as necessidades, o que podem ainda fazer, como agir com estas pessoas. Não temos culpa de não fazer ideia.

E por isto, é de louvar a capacidade de "encaixe" da M. e do A.
Cada um à sua maneira, cada um na sua perspectiva, cada um com as suas dores, mágoas, tristezas, alegrias... cada um com dias diferentes, com altos e baixos. Mas os dois envolvidos de um grande, mas grande amor.

Tudo o que escrevi até aqui, é de facto o lado de cá. O meu "lado de cá".
Não tendo eu, consultado nenhum dos dois para saber se tais sentimentos batiam certo. Não sabendo das suas vidas no seu intimo. Mas sabendo das suas vidas quando me abrem a porta e me recebem lá em casa. Sabendo que passei pelo medo do "ai o que faço agora" quando o A. me pedia ajuda para alguma coisa... nem que fosse levar-lhe o copo à boca.
Sabendo do grande Homem que ele é por nunca ter desistido de viver, de ser a pessoa que é, do grande amigo que se tornou, e do sorriso que tem e esboça para a vida!
Sabendo também que não era qualquer mulher que faria o que a M. faz. Não por ser um sacrifico atenção!! Só porque isto é amar a sério.

Gostava de escrever um pouco mais acerca do A. mas não me sinto no direito de supor seja o que for que lhe possa passar pela cabeça. Limito-me a escrever sobre o que vejo e minimamente sobre o que transmite, o que lhe vai na cabeça e sentimentos que possa ter, dores, angustias e até felicidades, cabe só a ele, um dia contar(-me).

A vocês amigos, (que poderiam escrever um livro com a vossa linda história - que é muito mais que isto): tudo de bom é pouco!
Gosto de vocês e serão sempre um grande exemplo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Coisas que permanecem.

Quando dou por mim a pensar nele. 
Há dias que só ele me vem à cabeça. Como se tivesse no inicio de um namoro de adolescente. Como se não vivêssemos juntos e a cada encontro as borboletas quase viesse em modo turbo até à boca.

Lembro-me que era assim quando namorávamos e cada um vivia na sua casa. A ansiedade de estar, de tocar, de cheirar... 
E hoje, é igual.
Saio de casa com vontade de ficar, de o abraçar mais, de o beijar ainda mais, e de o cheirar para sempre!

Que o nosso para sempre, seja como tem sido até aqui: "por muito tempo", porque muito tempo, é o tempo suficiente. 

Adoro-te.

Inspiração

Preciso de alguma inspiração.
Quero ideias a surgir na minha cabeça e ultimamente... nada!

Inspiração se faz favor!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ti, amiga.

Amiga,

Escrevo para poder deitar cá para fora a minha preocupação. 
Quando recebi a noticia, fiquei em choque. Talvez e felizmente soube em cima do acontecimento que iria ser a tua operação. Nunca estamos livres de qualquer problema, é certo, mas quando toca aos próximos mexe cá dentro. 
Tudo correu bem e a tua força e energia positiva contribui muito para isso. 
Fui ver-te, senti mesmo que tinha que ir.

Sabes, há momentos pelos quais passamos, os anos que já nos conhecemos, que fazem com que não me esqueça que és como família. A distância - mínima - que bos separa, tornasse ridícula ao ponto de por vezes não me perdoar por estarmos tão poucas vezes juntas, mas a vida é isto. Os destinos são mesmo assim, separam fisicamente as pessoas que nos são queridas e a velocidade do tempo não nos permite fazer tudo o que gostaríamos.
Hoje tive a certeza que estaremos sempre cá uma para a outra e que qualquer coisa menos boa que a nossa amizade tenha atravessado, foi esquecida. Deixou de existir nas nossas memórias! Hoje somos isto: Amigas.


Fiquei aliviada ao ver a tua força e positivismo. Sei que vais ficar bem. O caminho ainda pode ser longo - mais do que querias - mas no fim tudo vai valer a pena. 
Fiquei feliz ao ver-te. Ainda bem que fui, ainda bem que hoje posso sentir-me aliviada por continuarmos a manter o contacto. 
A vida é mesmo isto, um vai vem de acontecimentos, de pessoas que entram e saíem das nossas vidas, e as que permanecem. E se permanecem é por algum motivo.

Adoro o abraço da tua filha ao ver-me. Sempre foi um abracinho sincero, de quem ouve falar de mim para que não seja esquecida. Uma princesa linda cheia de amor para dar. Tudo porque és uma mãe exemplar.

Feliz por estares a recuperar bem e ainda mais feliz por saber que vais ficar bem. 
A vida desafia os mais fortes.

Aqui.

Aqui, onde regressamos sempre que é possível. 
Onde renovamos energias, onde nos deixamos levar ao sabor do vento. Onde não olhamos ao relógio, onde saboreamos todos os minutos.
Aqui, onde os olhares bastam para transmitir que é disto que precisamos para ser felizes. 
Aqui. Hoje, amanhã e depois...


Aqui e contigo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De saber.

Se eu (d)escrevesse tudo o que me fazes sentir...

Borboletas. Muitas borboletas!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

#cadamalucocomasuapancada

Quando digo que estou surpreendida comigo, estou mesmo.
Nunca pensei chegar até aqui. E com gosto.

Ontem foi corrida com BF e sogro (sou louca de ir correr com eles...), fizemos 6.55 km.

As subidas matam-me. Mas só assim terei alguma evolução.